quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Preciso dizer e você tem que me escutar. Eu te amo desde que te conheci, mas não me permiti sentir isso verdadeiramente até hoje. Eu estava sempre um passo a frente, tomando decisões pra me livrar do medo, mas hoje, pelo que aprendi com você, cada escolha foi diferente e a minha vida mudou completamente. Eu aprendi que quando você faz isso vive-se inteiramente, não importa se você tem 5 minutos ou 50 anos... Se não fosse por hoje ou por você, eu nunca conheceria o amor, então muito obrigado por ser a pessoa que me ensinou a amar,mas infelizmente foi a única que me fez amargamente chorar.
Parece tão falsa esse idéia de que coisas boas acontecem para pessoas boas, e que ha mágica no mundo e que as pessoas dóceis e corretas vão herdá-las. Muitas pessoas boas sofrem para que isso seja verdade. Muitas preces não são atendidas. Todos os dias ignoramos quão destruído esse mundo está! E dizemos a nos mesmos que vai ficar tudo bem. “Você vai ficar bem.” Mas não está tudo bem. E quando percebe isso… não há como voltar. Não há mágica no mundo. Pelo menos hoje não há.
Não importa o que você diga sobre amor, eu continuo querendo mais. Deixo minha mão no fogo, cedo ou tarde, eu consigo o que estou pedindo. Não importa o que você diga sobre a vida, eu aprendo toda vez que sangro… A verdade é uma estranha, a alma está em perigo e eu tenho que deixar meu espírito ser livre para admitir que estou errada e depois mudar de idéia. Perdão, mas tenho que seguir em frente e te deixar para trás. Eu não posso perder tempo, então me dê um momento. Eu percebi que nada está quebrado, não preciso me preocupar com tudo que eu fiz. Vou viver cada segundo como se fosse o último e não olho para trás, tenho um novo caminho. Eu te amei uma vez, precisava de proteção, mas você ainda é uma parte de tudo que eu faço. Você está no meu coração como uma tatuagem. Eu sempre terei você. Se eu viver cada momento, não mudará momento algum, porque ainda há uma parte de mim em você. Eu nunca me arrependerei de ti, a sua lembrança ainda marca tudo que eu faço.

“É por isso que não conto às pessoas sobre nós. Eles não iriam entender, e não sinto necessidade de explicar, simplesmente porque sei em meu coração como foi real. Quando penso em você, não posso deixar de sorrir, sabendo que você me completa. Eu te amo, não só agora, mas sempre, e sonho com o dia em que você vai me abraçar novamente.”



E indagou-se…
- O quanto vocês são amigas?
- Do nível que se ela matar alguém, eu escondo o corpo e não faço perguntas.

sábado, 18 de dezembro de 2010


"Olhe o mundo com a coragem do cego, entenda as palavras com a atenção do surdo, fale com a mão e com os olhos, como fazem os mudos!" CAZUZA

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Hoje eu to bem, amanhã eu não sei, precisei de uma voz distante, de uma pessoa desconhecida para saber que o sentimento mais lindo é o que mais te distrói, é aquele que te confirma as necessidades sentimentais fissuradas pelo desempenho do coração. Ser sozinho com a mente limpa, ser sozinho honestamente, ser sozinho de coração vazio, é muito melhor que sofrer por pessoas que não valem a pena, que sempre regressam os mesmos padrões, pessoas que nunca estão felizes por uma unica determinação, sempre querem mais, e nesse mais é que se perdem. Ser feliz é acordar demanhã, respirar fundo, e ver os valores ao seu redor, ver que um desejo tão pertinente que não traz alegria é um sentimento fútil. Eu quero que tudo continue assim, que as minhas conquistas sejam sempre da forma que é, que os meus amigos que eu sei que são amigos continuem sendo as pessoas que eu posso contar sempre. O maior problema do ser humano ta na espectativa, pois desejamos muito e no final o desejo é uma parte pequena da realidade. As vezes é por uma questão de necessidade, de aceitarmos que a vida é uma realidade imaginada pelo sonho.

Cada um sabe o valor de sí, não se deixem regressar os padrões do cotidiano, mude, aprenda, e acima de tudo SEJA FELIZ.

sábado, 27 de novembro de 2010


Eu não posso te dizer o que realmente é, ou qual a sensação, mais é como uma faca de aço na minha traquéia onde não posso respirar. Eu lutei, enquanto eu pude lutar a esperança me fortalecia, porém o errado pareceu sempre ser o certo. Era como se eu estivesse flutuando, e hoje é como se estivesse bêbado de ódio. Eu amo por mais que eu sofra, eu me sufoco, não podendo impedir o tempo. Ele me ressucita, ele me odeia, mais eu ainda amo ele. Estou tentando deixar esse sentimento de lado de tão insano que é, porque quando tudo esta bem é ótimo, mais quando esta mau eu me sinto envergonhada por sentir algo tão nobre. Acho que não conheço minha própria força. As palavras que me dizia era empurrada, onde me arranhava, me apertava por dentro e eu tive de enterra-las. Os momentos sempre perdidos, mais é melhor cada um seguir seu caminho, pois ele nem me conhece, porque isso foi ontem e o ontem acabou, das promessas de que nunca me machucaria, novamente mentiu, e agora eu sei que regressamos os mesmos padrões, as mesmas rotinas, mais o temperamento dele é tão ruim, que quando se trata de amor ele é mais cego do que eu. Talvez tudo não é tão louco como parece, mais um dia foi como um vulcão encontrando um furacão, e eu sei que a culpa foi minha, mesmo sabendo que isso tudo era uma mentira.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

É como se a gente
Não soubesse
Prá que lado foi a vida
Por que tanta solidão?
E não é a dor
Que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão...

Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou...

É como se a gente
Pressentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração...

Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Nem me avisou!
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu perdi a fome, eu perdi o sonho, eu perdi o que nunca foi meu, eu vi o que é a dor de um corte profundo e lento, como a música diz eu queria que fosse "o teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer", eu queria a sorte do amor tranquilo, queria sorrir pra todos com os olhos de felicidade. Eu não consigo estudar, eu não consigo ta feliz, eu perco o controle. Eu te amo mais que tudo que que existe na minha vida, eu largo tudo que eu tenho pra ta feliz do teu lado, eu te amo com todas as forças que existe, eu fico neurótica, paralisada, disnortiada. Acho que eu to ficando louca. Eu sempre te aceitei do jeito que tu é, não tenho mais forças pra seguir em frente, eu tenho que parar, eu quero, eu não consigo. É um vicio horrivel, é pior que ficar internado em tratamento psicológico. Eu quero uma luz, eu quero parar de prender meu choro, eu quero me libertar, as pessoas não me suportam mais, eu não me suporto mais..

domingo, 19 de setembro de 2010

Agora é chutar o balde e deixar o sentimento de lado, viver intensamente as loucuras que a vida tem pre oferecer, não preciso de balada , não preciso de ti, não preciso de nada pra me deixar feliz, tudo é complemento, vivo intensamente a cada momento e quero mais é deixar a melhor música tocar e dançar até amanhã.
Quero ligar para as minhas amigas, voltar para a farra, beijar outros caras, e me envolver em vários relacionamentos sendo eu a exclusividade de cada paixão passageira que surgir, creio que é melhor pensar assim que tentar resgatar um amor que não existe, algo monopolizado por uma única pessoa que infelizmente sou eu. É hora de ligar o foda-se e acabar com o que nem existiu, tudo foi uma farsa forjada pelo que eu sentia, sentimento traira, porém ainda tenho um cérebro que me sustenta e não me deixa pior do que eu ja fiquei, pelo tempo perdido que me submeteu as tuas boas vontades de querer ficar comigo e se apaixonar pelo mundo. Agora é minha vez de me apaixonar pelo mundo, de sorrir pelo fracasso, minhas amigas não suportam mais escutar as mesmas histórias e nem eu ter que contar cada parte dessa novela. Acho que a novela acabou sem final feliz, ou pelo menos o final que sempre esperei, o meu principe ele se perdeu, e eu to procurando o sapo, pegajoso e feio, talvez ele vai me mostrar que contos de fada são a realidade vivida pela alegria, que quando se quer felicidade podemos conquistar sem qualquer ato de amor, pois o amor principal eu esqueci que tinha, e ele de fato é prioridade em tudo na minha vida, AMOR PRÓPRIO. Meu sentimento não é de raiva, mais é de pena, porque todo mundo que passa pela tua vida é igual, eu sou muito mais esperta sozinha, porque não cuido da tua vida e vivo a minha.
Fácil me livrar não foi, mais determinação é precido junto com a superação, nada como um dia após o outro, uma decepção atras da outra, nada como levantar com o pé direito colocar a melhor roupa e sorrir para o passarinho verde da imaginação, deixa ele fluir na minha vida como os desejos desafiadores que conhecemos no dia a dia, é preciso arriscar e SUPERAR.

sábado, 18 de setembro de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=0lDtwxCkJFk

Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão

Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.

Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão

Eu chorei sem disfarçar
quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.

Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

É, mais que a mim.

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

domingo, 12 de setembro de 2010


"Vivo em madrugadas tão vazias quanto essa
canto essa como o início da promessa
de não lembrar, não tentar procurar o que faz bem
me desligar, mas me pego pensando em quem...
o amor tem mó jeito covarde de partir
vai embora como se tivesse indo ali
deixa nóis ocupado a discutir sem ter cuidado
e querer sumir calado por ver que ele virou passado."

EMICIDA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA VAI SE FUDER ¬¬

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Você vem me procurar
Faço tudo pra evitar
Mas meu coração
Sempre te deixa entrar
Ilusão que eu criei
Se faz bem ou mal não sei
Se pra você foi tão normal
Pra mim foi tudo que eu sonhei

Que maldade, você mente
Não tá nem aí se vai me machucar
Por que sabe que pra sempre

Incondicionalmente eu vou te amar
Inexplicavelmente eu não sei te negar
Se é amor ou paixão eu não sei dizer não
Incondicionalmente eu vou te amar
Inexplicavelmente eu não sei te negar
Se é amor ou paixão eu simplesmente não sei dizer não!

Meu príncipe não veio de cavalo branco


Pode ser loucura, mais a inspiração de tudo voltou pra "alegria" dos meus dias. Eu não sei porque eu sinto isso, é como uma criança apaixonada, que fantasia um mundo imaginário. Eu me sinto segura, vou me deixando levar por cada segundo, me sinto outra pessoa. Eu sei que as vezes a realidade é triste, porque ela bate de frente comigo e te tira da minha vida sem nenhuma explicação, quando eu ja to feliz sem te ter ele por perto, é essa hora que ele vem e acaba com meus momentos de respirar aliviada e me deixa disnortiada, me deixa louca, me deixa com vontade.
Eu tenho medo de chorar, porque é como se minhas lágrimas fossem o sangue que escorre dentro do meu peito. Eu odeio pensar que alguma coisa deu errado pra ti ta do meu lado de novo, odeio pensar que as minhas amizades não suportam mais quando eu venho chorar pelo mesmo motivo, e que quando volta, é quando me olham e falam pra mim não me machucar pq isso é passageiro. E eu sempre me machuco, eu sempre me deixo levar, porque eu vivo demais o presente, por mais que tu me fale que eu penso demais no futuro. Eu tenho certeza que esse sentimento é único, tudo que eu me guardo pela vaidade, vergonha, desejo, é tudo que eu me liberto perto de ti. Tenho medo de falar qualquer coisa e depois perder tudo pra sempre, tudo que eu nunca tive, te defendo sempre com unhas e dentes, e quando tu ta la feliz com qualquer outra pessoa, eu to ali, te desejando toda felicidade do mundo e caindo aos pedaços por dentro. Pior que não foi uma vez, foram três vezes que eu ja vi que não tenho a facilidade que outras tiveram.
Eu sempre falava que eu não sabia o que era amar uma pessoa porque eu nunca tinha sentido isso, mais é mentira, porque sempre que alguem toca em assuntos coerentes a sentimento, tu é a primeira pessoa que me vem na cabeça.
Quando ele vem e me pergunta "porque eu" eu não tenho respostas, não sei definir o que eu sinto, poderia passar horas falando sobre tudo, mais é algo tão extenso que não tem como expressar. Nunca olhei pra ti e falei o quanto eu te amo, mais com certeza tu vê isso na carência dos meus olhos, porque se tu sentisse metade do meu sofrimento, com certeza irias saber o que é amar alguem amargamente.
Hoje eu ainda to no país das maravilhas.. o amanhã eu ja não sei, porque infelizmente não depende de mim.

sábado, 4 de setembro de 2010


Eu poderia até lhe chamar assim. Às vezes eu acho que te amo, e que te amo muito, a ponto de não conseguir mais ter olhos para ninguém. Mas não é bem assim, eu consigo sim ter olhos para outras pessoas. O problema é que nunca ninguém é bom o suficiente pra mim. Não querendo dizer que você seja o melhor para mim, e seja a pessoa certa. Também não acho isso, não! Acho que eu tenho você como parte da minha rotina e da minha memória, como o meu jogo mais emocionante, em que nunca me canso de jogar. Esse suspense todo, esse jogo de indiretas e de incertezas dos dois lados é o que me faz ainda me manter esperanças. Mas esperanças de que? Não sei se você é realmente o que me falta. Quem sabe se o jogo terminasse agora, e eu vencesse, eu jogaria tudo para o alto, e procuraria outra diversão. Talvez seria o que menos me faria falta, se eu não possuisse mais. Não que eu possua, agora. Esse meu problema de pensar no depois, me atrapalha e muito, de vez em quando (Ok, quase sempre, digamos..) Penso que eu poderia ter uma relação instável com você, se eu conseguisse ser menos orgulhosa, menos fria, mais amorosa e transparente. Transparente eu até sou, ou é tão difícil assim notar que eu mudo de comportamento perto de você? Acho que nem toda a minha frieza e o meu orgulho conseguem disfaçar isso. Mas não era disso que eu queria que o texto se referisse. Você era a última pessoa que eu poderia mencionar em um dos meus textos. Enfim, eu queria poder ser prática e simples como toda guria geralmente, da minha idade é. Mas aí eu vejo o depois das histórias delas, e o que sobrou? Nada. Fez alguma diferença na vida delas? Os mil namorados que tiveram, ou os mil ficantes que ficaram? Talvez as lembranças tenebrosas, sofredoras e muita saudade, que restaram. E eu, que nem lembranças possuo, de nenhum namorado pra contar história? Mas aí vem a questão, chegamos no mesmo resultado, no NADA.

domingo, 29 de agosto de 2010

HAHAHAHA.. poisé agora é eu com essa dor chata deste ultimo dente que esta nascendo -.-
achei bizarro esse texto ai resolvi portar..

Em azul = Texto Científico
Em vermelho = Texto Não-Tão-Científico-Assim


Existem seiscentos e sessenta e seis quatro dentes do siso: dois superiores, um direito e um esquerdo, e dois inferiores, também direito e esquerdo todos grandes filhíssimos da puta. O nascimento destes dentes ocorrem normalmente dos 17 aos 20 anos e em alguns seres especiais aos 15 e 16, como eu; portanto, são os últimos dentes da dentição a nascerem e portanto são babacas. Nem todo mundo possui os dentes do siso ah, como eu gostaria disso... , algumas pessoas possuem os quatro dentes do siso (fudidos), outras possuem três (sofredores) , dois (ferrados), as vezes um (doloridos) ou nenhum (abençoados).

Ocorre o risco do dente do siso nascer parcialmente, ou é, por falta de espaço na arcada, ou é, pela posição horizontal do dente também, ou é só de sacanagem, afinal eles estão sempre de brinks com a galerë. Esse quadro pode provocar gengivite, que é inflamação da gengiva, abscessos na região, irritação do local, dor e edema. DOR E EDEMA. IRRITAÇÃO LOCAL. E ELES NÃO SERVEM PRA NADA! ALGUÉM JÁ SALVOU O MUNDO POR TER QUATRO SISOS? NÃO, MAS DEVE TER SENTIDO UMA DOR INFERNAL.

Enfim a extração do dente do siso que só de sacanagem é mais dolorosa do que o próprio dente em si será indicada na ausência de espaço para o seu nascimento, no posicionamento horizontal do dente, nos quadros de dor DOR! quando se inicia o nascimento DOR! e este não se completa, ou seja, DOR! há nascimento parcial do dente do siso. DOR! O ideal é fazer vizitas ao Dentista, radiografando o dente e fazendo uma DOR INFERNAL! radiografia panorâmica, numa visão mais DOR! abrangente, DOR! completando o DOR! exame radiográfico. DOR!
E é por essas e outras que Siso, o dente do capeta, depois do zíper, é o pior amigo do homem. E depois da TPM, o pior amigo da mulher.

sábado, 14 de agosto de 2010


Corri pra ver o mar
Fui atrás do que quis
Sabia só assim, podia ser feliz
Eu quero ser feliz
Quem não quer ser feliz, me diz?
Então é preciso chegar em algum lugar

quarta-feira, 21 de julho de 2010


vida sentimental de fato encontrei no lixo mesmo, o lixo mais colorido do mundo, que muda de cor toda hora.
Quando tudo resolveu desabar, quando de fato achei que minhas férias seriam as mais monótonas ou turbulenta demais para novos amores, de fato conheci algo que me encantou os olhos, me deixou com vontade de largar o senso comum da imbecilidade fútil dos homens de novo, me deu vontade de ficar parada na vitrine mais luxuosa e cara admirando a beleza de querer ter pra sí nem que fosse um pequeno pedaço do nada. Encontrei aquele ar de poder de novo, aquela admiração pessoal.
Como é bom quando não sabemos agir, ou quando não sabemos se quer pensar no que falar, quando queremos mostrar toda inteligencia do mundo para nos tornarmos vaidosos o suficiente para conquistar, é como se a ética sempre me perseguisse, quando não uma ética moral mais sim acadêmica como profissional.
As vezes me sinto cheia de imaginação, me sinto escutando aquarela de toquinho.
Coisas ocultas dentro de mim, não da pra falar se o melhor eu to sentindo, eu to sonhando...

quinta-feira, 15 de julho de 2010


"Você foi como veio e como o vento passou e me deixou
Me deixou sofrimento e o vento levou alegria Dentro de mim ficou solidão e cruel nostalgia Eu tenho tanto amor mas não tenho à quem dar Me roubaste a paz, ainda hei de te ver Sofrendo muito mais Neste amor submerso és o tema, o poema, rima rica dos versos És o princípio e o fim pois és todo o melhor que existe em mim O nosso romance teve uma transformação, já não é amor, é gamação"

CANDEIA

terça-feira, 6 de julho de 2010

20 anos sem CAZUZA


Depois dessa, eu tenho orgulho de te ter como fonte de admiração e inspiração. Ele é o cara!

"A minha música faz parte de uma história que começou quando o meu avô, dono de um engenho em Pernambuco, resolveu morar em cima do areal do Leblon (Rio de Janeiro), como terceiro morador da região. Ali nasceu meu pai, João Araújo, que se casou com uma moça linda, Lucinha, que cantava como um passarinho. Uma mulher que se tornou importante no cenário musical e que teve, numa das primeiras novelas da televisão, sua gravação da música "Peito vazio" (de Cartola) incluída na trilha sonora. Gostava de vê-la cantando e penso que isso influiu muito no meu futuro.

Meu pai também pesou muito. Ele sempre transou disco e, quando eu era menino, tinha a casa cheia de artistas. Eram cantores que chegavam e saíam o tempo todo. Conheci Elis Regina, os Novos Baianos, Jair Rodrigues, que gostava de brincar de me jogar para o alto, e outros cantores. Na nossa casa, se respirava música o tempo todo.

Naquele tempo, queria ser um grande arquiteto e só me interessava em ficar fazendo mapinhas da cidade, traçando ruas e desenhando edifícios. Essa mania acabou quando resolvi fazer vestibular e percebi que não dava pra matemática. Como fazia mapas, fazia poesia às escondidas de meus pais, porque era um romântico, um cara cheio de dores-de-cotovelo.

Ser filho único, por um lado, é bom; por outro, não. Meu pai e minha mãe, por força da vida profissional, tinham de frequentar a vida boêmia - o que acabei herdando deles também - e me deixavam sempre com a minha avó materna. Ela era uma mulher fantástica, muito louca, aberta e deixou um grande buraco na minha vida quando morreu. Fiquei sozinho, sem um irmão para dividir comigo as alegrias e mágoas. Não tive coragem de me abrir com os meus pais sobre minha vocação poética, porque pensava que iam dar o contra. Então, com minha avó, discutia versos, rimas. Ela foi a pessoa que mais influiu na minha infância e adolescência. Meu pai e minha mãe não eram repressores. Já aos 13 anos, tinha a chave de casa e o carro de meu pai para dirigir.

Conheci o sexo tarde, aos 15 anos. Meus amigos todos há muito já transavam mulheres e eu ficava apenas preocupado com o lado romântico da coisa. Por isso, nunca procurei prostitutas como meus amigos e só conseguia um relacionamento se a parceira era minha namorada. A primeira foi uma moça mais velha e me deu grandes lições de sexo. De cara, tirei diploma. Aí, saí dali e contei tudo ao meu pai. Já pensei em me unir a alguma mulher, porque me sinto muito solitário.

Mas não consigo encontrar alguém que me entenda e, a essa altura, já não sei dividir mais nada, muito menos apartamento. Já não tenho saco pra ser cobrado de nada e dificilmente as mulheres entendem que gosto de ficar sózinho com meus versos, escutando música ou simplesmente em silêncio. Já cheguei a viver com uma e não deu certo. Sempre fui um cara certinho, sem as rebeldias dos jovens atuais. Claro que algumas vezes dava minhas fugidinhas de casa, mas sempre voltava como um bom menino.

Aos 17 anos, comecei a descobrir que minhas poesias podiam ser letras de músicas, mas só assumi isso aos 23 anos, quando entrei no Barão Vermelho. Antes disso, procurei conhecer tudo sobre teatro, pois sabia que era um bom veículo pra me tornar cantor. Fui falar com o Perfeito Fortuna, do Circo Voador, para entrar no seu curso de teatro. Comecei, então, a ensaiar a peça do curso, "Pára-quedas do coração".

Cheguei a me empolgar no dia da estréia, quando o Léo Jaime, que também estava na peça, me falou que conhecia um grupo musical que estava se formando e procurando um vocalista. Era um tal de Barão Vermelho. Fui, no dia seguinte, ao encontro deles e minha história começou.

Dei de cara com quatro garotos fazendo um som que era um esporro: Roberto Frejat (guitarra), Maurício Barros (teclados), Dé (baixo) e Guto Goffi (bateria). O Dé tinha 16 anos e os mais velhos eram o Frejat e o Guto, que tinham 18. Eles não sabiam que eu era filho do presidente da Som Livre. Eram apenas um bando de garotos que não se tocavam para quem fosse o filho desse ou daquele pai importante. Queriam apenas fazer som, sucesso e despertar a atenção do público. Começamos em showzinhos por aí, em noitadas underground.

Quase um ano depois de termos feitos muitos shows, o Ezequiel Neves se dignou a escutar uma fita do Barão. Ele fez o maior escândalo e, como era produtor da Som Livre, foi convencer o Guto Graça Mello, diretor artístico da empresa, a gravar o nosso disco. Ele também topou, dizendo que havia ficado impressionado com a agressividade do grupo. Era pegar ou lagar, porque sentiu que poderíamos ir para outra gravadora. Meu pai não aceitou a idéia facilmente, mesmo diante dos argumentos do Zeca e do Guto. Foi todo o tempo contra. Acreditava que a crítica iria me crucificar e a coisa ficaria parecendo um lance de puxa-saquismo, de proteção ao filhinho do patrão. Mas gravamos nosso primeiro disco em 48 horas de estúdio, uma coisa completamente garagem. E, ainda por cima, o som do estúdio acentuava um defeito meu, o de ter a língua presa. Eu ciciava escandalosamente. Lógico que as rádios não tocaram, pois fugia totalmente ao padrão radiofônico.

Mas aconteceu que o Caetano Veloso estreou no Canecão o show "Uns", incluindo no repertório "Todo amor que houver nessa vida", música de Frejat com letra minha. Logo depois, estouramos "Pro dia nascer feliz", do nosso segundo disco, e, em seguida, veio "Bete Balanço", tema do filme de Lael Rodrigues. Nosso terceiro LP, "Maior abandonado", nos deu um disco de ouro. Aí, a batalha estava ganha.

Os atritos com o Barão começarão por ocasião do Rock in Rio. Era bem ciumeira de garotos instigada pela imprensa, que sempre me colocava à frente deles em entrevistas, ou mesmo pelo público, que sempre gritava meu nome nos shows. Me bateu aquele negócio de filho único que não divide nada com ninguém, que sempre tem de fazer o gol porque a bola é dele. E também no rock’n’roll não pode haver dor. E estava pintando dor. Eu queria fazer coisas, eles discordavam.

Estávamos prestes a entrar em estúdio para gravar o quarto LP quando resolvi cair fora. Foi ótimo para os dois lados. A dor acabou, continuei superamigo deles, minha parceria com o Frejat ficou melhor ainda e "it’s only rock’n’roll and we like it"!

Meus pais foram muito compreensivos quando comecei a dizer em entrevistas que era bissexual. Só achavam que eu estava exagerando, me expondo, mas esse é o papel deles. Se há alguma coisa errada, é comigo. Procuro as respostas através da vida. Quando ficar velhinho e morrer, ninguém vai mais lembrar deste meu lado. Só a música vai ficar. É só isso que o público vai levar do Cazuza.

Pra compor, não planejo absolutamente nada. Acho que sou a pessoa mais desorganizada que você pode imaginar. Tudo me acontece de supetão, porque nunca sei como a coisa vai sair. Agora, quando a inspiração vem, sou caxias mesmo, muito sistemático. Quando sento à mesinha para trabalhar, faço mesmo. Se a idéia não pinta, puxo por ela até acontecer. Só sou disciplinado para trabalhar. Pode ser até as quatros horas da manhã. Mas se começo uma letra, ela tem que sair. Depois fico semanas melhorando as imagens, as rimas.

Desde o primeiro disco com o Barão, o Zeca me chama a atenção para o meu lado transgressivo. Em minhas letras sempre me desnudei. Ele dizia:"Vá com calma, estamos em 82, a barra está heavy. Diga tudo que passar pela tua cabeça, mas quer você queira, ou não queira, vou mandar para a censura letras diferentes, bem inofensivas. Eles liberam, depois você canta e grava o que quiser cantar." Quase sempre deu certo. Isto porque, no caso de "Só as mães são felizes", eu bobeei e mandei a letra certa. Vetaram, é lógico. Não entenderam que era uma coisa moralista, pós-Nelson Rodrigues. Usei imagens fortes para falar de meu preconceito com o fato de não permitir a nenhuma mãe do mundo encarar as barras que eu encarava. Era como se eu dissesse que as mães são para serem colocadas num altar, para serem veneradas.

Mas o mais engraçado aconteceu quando mandamos a letra de "Exagerado" para o Leoni musicar. Eram trinta e tantos versos. Ele teria que ‘enxugar’ um pouco. Só que ‘enxugou’ demais. O título poderia ser "Tímido", pois ele cortou achados ótimos. Basta dizer que não havia mais os versos: "Por você eu largo tudo / Carreira, dinheiro, canudo. " Mas a música era ótima e só tivemos que colocar os versos cortados novamente. Foi o que fizemos e a música acabou se transformando em meu cartão de visita.

Minhas influências literárias são completamente loucas. Nunca tive método de ler isso ou aquilo. Lia tudo de uma vez misturando Kerouac com Nelson Rodrigues, William Blake com Augusto dos Anjos, Ginsberg com Cassandra Rios, Rimbaud com Fernando Pessoa. Adorava seguir Carlos Drummond de Andrade em seus passeios por Copacabana. Me sentia importante acompanhando os passos daquele Poeta Maior pelas ruas à tarde. Mas meu livro de cabeceira foi sempre "A descoberta do mundo", de Clarice Lispector. Adoro acordar e abri-lo em qualquer página. Para mim, sempre funciona mais que o I Ching. As minhas letras têm muito desses ‘bruxos’ todos.

Não tenho a voz aprimorada, nunca estudei canto e tenho a língua presa. Mas cantar rock não é fácil, não. Não estou desmerecendo o que cantei até hoje; é que sempre foi muito fácil, para mim, cantar rock. Não sou um grande cantor, nem tenho uma extensão de voz grande. Por isso, canto muito no berro. Há também a possibilidade de você recitar a letra, como Lou Reed e Marianne Faithfull fazem. Tem todo aquele sonzão atrás e você entra mais ou menos gritando a emoção. Isso não acontece com as músicas mais lentas, que tenham mais nuances na melodia. Cantá-las é muito difícil. Embora sempre faça questão de dizer que não sou cantor, e sim intérprete, confesso que tenho a preocupação de apurar a voz ao máximo.

A bossa nova "Faz parte do meu show" canto com a voz de criança que jamais imaginei fazer, uma coisa bonita que passou por muitos ídolos do meu passado. Passou pelo João Gilberto, pelo Chet Baker. Eu gosto de tudo, do berro da Janis Joplin e da Bessie Smith. Adoro a Dalva de Oliveira e a Elvira Rios. Acho isso saudável para um artista. Em matéria de música, não sou nada radical. Mas foi com o rock que encontrei a minha tribo. De repente, fumei um baseado, saí na rua e vi uma porção de gente igual a mim. Soltei pipa e joguei frescobol ao som do rock. Era a liberdade, da mesma forma que o jazz foi pra geração dos 40.

Eu não pirei com os Beatles, não dava muita importância, via como uma coisa meio histérica. Mas adorava também. Cantava "Help!" numa língua que inventei… Só quando pintou Caetano com "Alegria alegria" é que achei aquilo moderno. Gal cantando "a cultura, a civilização, elas que se danem…" Macalé e a ‘morbideza romântica’ de Wally Salomão. Rock eu conheci mesmo através do Caetano e da Tropicália, Os Mutantes, Rita Lee, Novos Baianos. Com 13 anos, eu estava lá no pier de Ipanema; ficava de tiete, de longe, tentava apresentar uns baseados pra eles, mas ninguém pedia.

O Roberto Carlos também é uma pessoa importantíssima para mim, porque faz parte da minha infância. Eu cresci amando a Jovem Guarda. Tinha tudo com a marca Calhambeque: roupa, merendeira, sapato. E um dos momentos mais emocionantes da minha vida foi quando, aos dez anos, meu pai me levou ao estúdio da Som Livre, onde o Roberto Carlos estava gravando. Ele me convidou para ir tomar um refrigerante numa padaria ali perto. Eu queria andar devagarinho para que as pessoas vissem que estava ali uma criança orgulhosa por estar ao lado dele. Outro dia, ele precisava do estúdio onde eu estava gravando, me ligou e disse: "Oi, meu Barão…" Eu respondi que não era mais do Barão, mas ele disse que vou ser sempre. E ele está certo. Eu vou ser sempre um Barão Vermelho. Ele é o Rei e me elegeu seu Barão.

O lance estrangeiro veio pelos Rolling Stones, mas quando a Janis Joplin morreu eu nem sabia quem era ela… Só fui saber dois anos depois, em 1972, quando fui expulso do Santo Inácio, que é um colégio de padres, e fui para o Anglo-Americano, mais liberal, onde a gente ouvia Rolling Stones no recreio. Mas então um amigo me mostrou a Janis, que eu conhecia da televisão, entre uma novela da Janete Clair e outra. Tava assim:"Jimi Hendrix e Janis Joplin mortos por drogas." Para mim, aquilo era uma coisa horrorosa. Mas quando ouvi aquela mulher descobri que ela era genial. Aí eu entendi o que era o blues, e através da Janis descobri a Billie Holiday e mesmo a Dalva de Oliveira. Tudo aquilo que eu já curtia, mas que achava cafona. Aliás, sou cafona e assumo. Gosto de palavras como ingratidão. Sou meio Augusto dos Anjos:"Escarra na boca que te beija."

O que passo para as pessoas é muito mais do meu trabalho do que das coisas que faço fora dele. É claro que existe todo um folclore em torno do meu nome. Tudo quanto é matéria relacionada a bar, por exemplo, tem que ter o meu nome, por que sou realmente um frequentador da noite. Mas o que fica mesmo pras pessoas que consomem meu trabalho é a mensagem romântica que está no que escrevo. O meu trabalho tem muito essa coisa de cutucar a dor de amor. É o lado meio dark do amor que as pessoas curtem em mim.

Acho até que, atualmente, poucos compositores falam desse tema. Antigamente, tinha aos montes: Dolores Duran, Lupiscínio Rodrigues, Noel Rosa, Cartola, Maysa e tantos outros. Depois disso, pintou uma fase em que era cafona e antiquado falar do sofrimento. Não estou sendo pretensioso, não, mas vários estudiosos da música popular já me disseram que eu trouxe essa coisa da dor-de-cotovelo de volta. É claro que isso aconteceu com a moldura mais epidérmica do rock. Todo brasileiro, todo latino-americano, é pego um pouquinho pelo pé nisso de mexer na ferida do amor. E sempre gosta de temas relacionados a uma paixão que não deu certo. Esse é o lado diferente e talvez polêmico do meu trabalho.

Enfrentar o palco para mim é tudo. Aflora um lado sensual meio incontrolável. Às vezes, entro de pau duro, a coisa pinta até antes de subir ao palco… Outras vezes, entro morrendo de medo, mas cantando solta a tensão. Sem brincadeira, é lance sexual mesmo. Fora do palco, sou tímido, um menininho, me sinto profundamente desajeitado. Mas, no palco, sou um Super-Homem, de pôr a capa e sair voando. Sinto o sexo aflorando, olho pras pessoas e sinto que tem uma coisa também que volta em resposta. Porque estou mostrando uma coisa bonita que eu compus: não sou humilde, gosto mesmo do que faço. É muito o lance do prazer, eu e a platéia transando pra caralho.

Tem gente que se irrita, porque eu canto que todo mundo vai pegar sua pasta e ir pro trabalho de terno, enquanto vou dormir depois de uma noite de trepadas incríveis. Mas o dia-a-dia não é poético, todo mundo dando duro e a cada minuto alguém sendo assaltado ou atropelado. Então, vamos transformar esse tédio todo numa coisa maior. Li uma vez que você vive não sei quantas mil horas e pode resumir tudo de bom em apenas cinco minutos. O resto é apenas o dia-a-dia. Um olhar, uma lágrima que cai, um abraço… Isso é muito pouco na vida. Então, isso vale mais que tudo para mim. Prefiro não acreditar no Day after, no fim do mundo, no apocalipse. Um dia, ainda vou andar na nave espacial Columbus. Bêbado, lógico, mas vou andar!

Por enquanto, o que me dá maior prazer além da música é o beijo na boca. Aquele lance do beijo que é o "fósforo aceso na palha seca do amor". O beijo começa tudo; é da boca que vem a relação… a primeira vez que se entra numa pessoa. Pra mim, é essencial. Sou capaz de ficar de pau duro se beijar alguém.

Eu fico feliz quando penso que o homem difere dos bichos e das plantas porque pode amar sem reproduzir - embora o Papa não goste disso. O homem transa por prazer. Então, pode ser homem com homem, mulher com mulher, com diafragama, com pílula, com o que for… Homossexualismo é assim uma coisa normal. E o hetero, e o bissexualismo. O homem pode amar independente do sexo, porque ele não é bicho, não é planta. Se o cara não quer, não sente atração, tudo bem. Mas não tem esse negócio de regra geral quando se fala de amor. Quando pinta tesão, estou com Tim Maia e Sandra de Sá: "vale tudo", mesmo!

Sou eclético, mas acho que quem não é eclético também faz muito bem. Se o cara é roqueiro de alma, como meu irmão e parceiro fiel Roberto Frejat, como o Dé e o Guto Goffi, devotos do rock, é superbacana. O rock’n’roll é como uma trepada, muito ligado ao sexo e à droga.

Em relação à droga, por exemplo, a posição da lei é ridícula. Nunca se bebeu tanto nos Estados Unidos quanto no tempo da lei seca. Proibir interessa a quem? Pra máfia da Bolívia, da Colômbia, do Brasil. Porque é o próprio governo, da Bolívia que lucra com isso. Por isso, marginalizam… No tempo de Freud, a cocaína era vendida em farmácia. Maconha, os índios fumaram a vida inteira. Então, interessa ao poder marginalizar, porque outros tipos de drogas são vendidos em qualquer farmácia. Maior de 21 anos, com receita médica, poderia comprar… E é isso que eu acho: droga tem que ser vendida em farmácia.

Eu luto contra um sentimento de culpa cristão que tenho. Estudei num colégio de padres quase dez anos. Então, a minha vida em si é uma luta para vencer isso. É difícil falar no assunto, porque é uma coisa muito particular, de formação mesmo. Eu já venci muitas barreiras, mas a gente sempre tem outras a derrubar. Por um tempo, fiz análise para descobrir as novas barreiras que tenho. Fiz cinco meses, mas deixei, me dei alta porque resolvi o que queria naquele momento. Você vai ao médico porque está doente; depois você fica bom e não precisa mais ficar indo. Caso adoeça de novo, você volta. Minha cabeça ficou boa. Então, eu vou à praia em vez de ir à análise. Tenho esperança de que vou ser muito feliz, mais do que sou.

A minha ideologia é a da mudança. Nada de partido político. É a coisa de mudar o Brasil, em qualquer dimensão. Eu não tenho partido, sério. Mas estou com as pessoas que podem mudar alguma coisa, dou a maior força. Sou socialista por vocação, por natureza, por amor mesmo. Porque acho que o socialismo está no meio, está entre o comunismo ditatorial e o capitalismo selvagem, num ponto onde a iniciativa privada pode dar alguma coisa também.

Quando fiz "Ideologia", nem sabia o que isso queria dizer, fui ver no dicionário. Lá estava escrito que indica correntes de pensamentos iguais e tal… A música, por sua vez, é muito pessimista, porque, na verdade, é a história da minha geração, a de 30 anos, que viveu o vazio todo. É meio amarga porque a gente achava que ia mudar o mundo mesmo e o Brasil está igual; bateu uma enorme frustação. Nos conceitos sobre sexo, comportamento, virou alguma coisa, mas deixamos muito pelo caminho. A gente batalhou tanto e agora? Onde chegamos? Nossa geração ficou em que pé?

Antes de mais nada, mudou o patriotismo. Pra mim, o patriotismo não é essa coisa símbolos, como a bandeira. Mexe muito mais com o sentimento. Quando me enrolei na bandeira, no Rock in Rio, eu estava acreditando. A coisa de cuspir na bandeira, três anos depois, foi contra aquele ato teatral do espectador. Eu estava cuspindo no símbolo, na bandeira que simboliza mesmo é a família Orleans e Bragança. Acho que não é hora de teatro com bandeira. O momento é de criticar, de virar a mesa, de sair da merda. Antes eu me enrolei foi aquele clima de Tancredo Neves. Eu estava, como todo povo, inebriado por um sentimento de mudança, de esperança. A coisa do vai-pra-frente, algo lindo, um movimento sincero que se esvaziou por erro dos políticos. No Rock in Rio, cantei por dez minutos com a bandeira, sonhei, acreditei. Quando eu era adolescente, também acreditava. A gente não tinha descoberto a vaselina, o conchavo. Entrava com garra mesmo. Nem sei mais se essa garra existe hoje com os novos adolescentes.

De qualquer maneira, a Igreja e a direita estão com a faca e o queijo na mão. Já nem acho que tenha sido a CIA que botou o vírus da AIDS no mundo. Eles simplesmente usaram a doença. Botam na tevê que a AIDS mata para as pessoas ficarem horrorizadas com aquilo. É tudo um complô mesmo. Tanto que, na Europa, a coisa é tratada diferente, sem esse moralismo medieval. Mas aqui eles usam a coisa legal mesmo. Usaram, mas não conseguiram. Eu vejo as pessoas se amando muito, está todo mundo ótimo, com camisinha ou sem camisinha. Eles não venceram, não. E isso é luz. No disco que vou lançar, as músicas são assim, muito felizes, muito pra cima, cheias de luzes.

Mas os problemas do Brasil parecem ser os mesmos desde o descobrimento. A renda concentrada, a maioria da população sem acesso a nada. A classe média paga o ônus de morar num país miserável. Coisas que, parece, vão continuar sempre. Nós teríamos saída, pois nossa estrutura industrial até permitiria isso. O problema do Brasil é a classe dominante, mais nada. Os políticos são desonestos. A mentalidade do brasileiro é muito individualista: adora levar vantagem em tudo.

Educação é a única coisa que poderia mudar este quadro. Brasileiro é grosso e mal-educado, porque não pensa na comunidade, joga lixo na rua, cospe, não está nem aí. Este espírito comunitário viria com a cultura. Acho que o socialismo talvez possa trazer este acesso maior à cultura de massa. Fazer como o Mao Tsé-tung fez com a China. Educar todo mundo à força. Temos que estudar, ler, ter acessos a livros.

O inferno é aqui. A cabeça da gente é um inferno. E essa coisa de "o inferno são os outros" não sei não… Pra mim, que dependo muito de amigos, de carinho dos outros, não vejo a vida contra alguém. Posso até ser meio ingênuo. Essa visão de inferno e céu: eu não vejo o inferno como uma coisa ruim e o céu como bom. O céu pode ser uma chatice e o inferno uma coisa divertida. Aliás, as imagens que temos do inferno são sempre aquelas onde localizamos o demônio, as pessoas transando, se comendo. O inferno é um baile de carnaval no Monte Líbano.

Finalmente, eu consegui definir qual é o meu papel nesse mundão. É passar pras pessoas a minha energia. É aprender e, em cada trabalho meu e em cada disco, poder passar as minhas conquistas. Eu conquistei a vida de um ano pra cá e quero passar isso pras pessoas. Isso é uma coisa meio cristã. Sabe, você repassa aquele amor que armazenou e as pessoas adoram.

Às vezes, fico triste, mas não consigo me sentir infeliz. Acho que o tédio é o sentimento mais moderno que existe, que define o nosso tempo. Tento fugir disso, pois tenho uma certa tendência ao tédio. Mas, felizmente, eu sou animadérrimo! Sou muito animado pra sentir tédio. Sou animado à beça, qualquer coisa me anima. Se você me convida pra ir à Barra da Tijuca, eu já digo logo: Vaaaamos!!! Qualquer besteira me anima. Tudo que já passei na minha vida não conseguiu tirar essa animação.

Eu me sinto sempre ganhando presentes. Se faço uma entrevista e leio depois no jornal, acho tudo o máximo, o texto, a foto… Estou sempre ganhando brinquedos. Minha vida é muito assim: sempre morrendo de rir, nunca com tédio. E quer saber de uma coisa? O que salva a gente é a futilidade."

CAZUZA - 1990

"O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa


Te ver não é mais tão bacana

Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa"

HOMENAGEM AOS 20 ANOS SEM CAZUZA.

sábado, 3 de julho de 2010

sentia que tudo isso estava por vir, que iria acontecer novamente o que ja era esperado.. me senti a pior pessoa do mundo te pedindo uma coisa e sendo rejeitada, tive que olhar nos teus olhos para acreditar e sentir perfurar meu coração profundamente com tuas palavras. Procurei estender a mão para ver se isso me acalmava, quando segurasse minha mão queria te perguntar porque tu faz isso, e sem querer me senti um vão com uma dor inexplicavel, aquela que sufoca, que tira a vontade de tudo, que me faz chorar sem parar e não me traz alivio.
da pior maneira procurei esquecer e viver insanamente cada momento, esquecendo que tavas ali por perto, talvez partindo para uma outra, mesmo sabendo que amanhã me arrependeria de tudo.
Acordei nas cores morta, hoje eu sei o que é se sentir a pior pessoa do mundo, querer sumir, ou até morrer para essa dor acabar ;~

terça-feira, 29 de junho de 2010


me peguei pensando agora em algo com mera satisfação de ser lembrado, uma loucura engraçada que permaneceu durante um longo prazo de aula, desde a primeira aparência engomadinho até o tênis preto amarrotado. Ao mesmo tempo que sentia admiração e respirava a sabedoria que era transmitido, pensava também no poder do olhar falar mais que qualquer sorriso envergonhado.. era um poder de admiração fora do patamar de mediocridade imbecil do senso comum, hoje me pego rindo durante a madrugada quando alguma coisa me traz essa lembrança.. Fico me perguntando que se passava pela minha cabeça de imaginar que poderia me perder em contos de fada, essa ética que me deixava frustradissima, me senti de volta a infância com o dominio de inteligencia que te admirava. Era coisa de outro mundo, e com certeza foi a melhor coisa que eu senti, quero pensar que aquelas palavras profundas que ainda guardo comigo, sempre que leio, me faz pensar que daqui pra frente o real valor ta no pensamento.

De todas as maneiras que tentamos fugir da loucura de nossos sentimentos, quando ficamos cara a cara com ele nos entregamos até onde a mente se deixar tomar conta. É como querer negar o todos teus beijos sabendo que minha vontade maior é o vicio de te alimentar por inteiro!
Não sei mais negar as noites frias e caladas da minha vida vazia, vagando pelo deserto encontrei abrigo acompanhado de outro amor, tive medo mais fui obrigada aceitar para te ter por um triste pedaço de alegria, e na hora de me entregar por inteiro tive de fugir como um rato para que as rosas não me machucassem com seus espinhos. A dor mais amarga é aquela que não sei descrever, aquela que sou obrigada a aceitar e esperar por qualquer reposta, não é o medo da certeza do sim nem do não, mais dos teus pensamentos que se deslocam para um talvez, um talvez de uma proxima vida ou um talvez incerto por agir de uma forma inconsequente! Quando tudo acontece é quando naquela hora eu sei que não deveria acontecer, porque constantemente vou ficar pensando que o que eu tinha por uma horas eu não tenho pela vida inteira.. O que me completa por inteiro, me derruba de uma só vez.
Minha força de lutar por esse sentimeto magoado, machucado, falido, ta acabando e se tranformando em raiva, porem a certeza de que se tornara inesquecivel em minha vida é a mais severa dos amores que tive em minha vida. Não quero que me fuja de mim, mais não quero sofrer mais, ja que o que eu quero de fato não posso ter, então se desprenda dos meus sentimentos e me deixe voar.
Amar é bom? pra mim é o pior sentimento que existe no mundo, o sentimento que mais machuca, ele trai por si só, ele te arrasta como um animal indefeso até a condenação de um pecado imortal.

domingo, 27 de junho de 2010


"De todas as maneiras que há de amar Nós já nos amamos Com todas as palavras feitas pra sangrar Já nos cortamos Agora já passa da hora, tá lindo lá fora Larga a minha mão, solta as unhas do meu coração Que ele está apressado E desanda a bater desvairado Quando entra o verão"

CHICO BUARQUE

Quando sentimos algo por alguém estamos dispostos a tudo, a amar profundamente todos os defeitos e idolatrar as qualidades, quando amamos ficamos cegos e esquecemos que temos uma vida para viver, em consequência disso vivemos a vida de outra pessoa enquanto a nossa fica a ser desejada. Somos completamente cego, e vivemos um mundo repleto de sonhos, sonhos que muitas vezes nos fazem traidor, são esses mesmos que fazem enxergar que amor vira costume, e desse costume acaba fazendo o relacionamento mais lindo um inferno constante.
Para alguns a fantasia de que tudo é lindo persiste, pela vontade de que tudo pode dar certo e que no final a felicidade sera intensa, as vezes me pego pensando no meu amor, no que de fato meu sentimento escolheu para que minhas atitudes sejam traidoras do sentimento mais lindo que me deixa a desejar, quando se trata disso é um sustento de dúvida que persiste, infelizmente eu sei que tu não te livra disso por uma questão de complemento ou talvez de um sentimento que eu queria entender!

"Todos nós temos inevitavelmente um desejo ou mais que isso ainda : um sentimento de sermos amados e podermos retribuir este sentimento por alguém, e não é um trabalho nada fácil, muito pelo contrário é um caminho árduo numa estrada que nos confunde e nos machuca muitas vezes.
Agora vem uma questão que será encontrada neste caminho; LIBERDADE, até que ponto você está disposto a entregar a sua tão sonhada e disputada liberdade para fazer alguém feliz? Você seria capaz de se doar por inteiro? De viver a vida de outro alguém? Responda que sim, agora pensa em tudo aquilo que ira ‘’perder’’ . pensou?
Agora imagine uma balança e ponha sua liberdade nela e ao lado coloque o amor.
Qual dos lados pesou mais na balança de sua vida? Provavelmente ficara entre os dois lados, mas no amor não existe equilíbrio você vai ter que estar disposto a viver não mais a sua vida, mas sim a do outro e isto é um fato incontestável.
Você mesmo assim está disposto á perder sua liberdade e se entregar ao amor, aquilo que foi desejado e muitas vezes procurado enfim você está possuindo, em pouco tempo a chama daquele amor vai ascendendo cada vez mais, e não restam duvidas que a decisão tomada foi sábia, aquele sentimento bom que temos dentro de nós está explodindo de alegria, tudo isso é muito lindo e bonito, mas nesse caminho você provavelmente perdeu alguns amigos, pessoas que só querem o seu bem, deixou de ter contato com muitas pessoas e agora está isolado porém você para pra pensar e lembra que ao seu lado tem o seu amor, sim o mesmo amor que te fez promessas eternas e lindas de que viveria ao seu lado para sempre e que nada nem ninguém jamais iriam separar o casal.
Mas lembra quando foi dito que este caminho era duvidoso e muitas vezes nos machucaria? Pois chegou a hora de tudo aquilo que foi prometido e no fundo era sabido acontecer, a sua metade não está mais disposta a doar sua LIBERDADE somente a você, mas espera ai, e as juras e promessas de amor eterno? Então tudo aquilo era coisa de momento? Sim! E o momento passou, agora você está novamente sozinho e desiludido... Onde estão aqueles amigos que você abandonou agora para poder estender a mão a você e dar um ombro amigo? Não cobre absolutamente nada deles. Oras afinal quem se afastou foi você e não eles, mas tenha a certeza de que o verdadeiro amigo não te abandonara jamais e com toda a certeza do mundo vai lhe estender as mãos.
Agora você tem alguém para desabafar e concordar com tudo aquilo que você que for dito, é o seu momento de crescer novamente e ver que o mundo é lindo e tem muito a te mostrar, enquanto isso o ‘’seu’’ alguém pensa que está arrasando indo a todas as festas, fazendo loucuras para se achar o máximo, ao lado de suas novas ‘’amizades’’ aliás era isso que ela queria mesmo.
Os dias vão passando e a medida que isso acontece você esta bem, sendo forte e honesto. Sendo você mesmo apenas, já o seu alguém está lá na mesma vidinha medíocre que escolheu, pode não parecer agora mas você esta crescendo e conhecendo o seu lado bom, lembre essa pessoa de umas coisas: baladas podem ser legais sim, mas vão perder a graça, essas amizades feitas por interesse der repente somem, conhecer pessoas que não vão te levar a sério é o que mais vai acontecer e as magoas começam a surgir.
Deite um pouco, você esta tranqüilo e feliz, mande a outra pessoa fazer isto, ela está carente e magoada pois sabe que errou e que perdeu o seu verdadeiro amor, mas agora é tarde demais para tentar consertar o erro.
Agora pense um pouco e veja quem perdeu nessa história toda, você que se entregou e esteve disposto a amar para sempre alguém? Ou o alguém que te perdeu para ‘’curtir’’ a vida?"

POR: http://dacostaigor.blogspot.com/

sábado, 26 de junho de 2010

"Eu e você

Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber...

Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer...

Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...

Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada...

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa...
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida"

Ana Carolina


"Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio."

CARTOLA.

quinta-feira, 24 de junho de 2010


simples assim...

terça-feira, 22 de junho de 2010


E novamente me pergunto porque não consigo resistir, mesmo sendo pelo favor da ilusão, não consigo te tirar de uma vez por todas da minha vida, como queria ter dominio de cada minuto e aproveitar cada segundo como se fosse anos de felicidade constante. Não é certo eu sei disso, mais me domina de uma forma tão forte e que mesmo dizendo não eu me entrego ao meu vicio, é pior que meus sete pecados junto de minha gula, lamentavelmente eu gosto.. assim.
Que loucura, que sentimento obstinado...

terça-feira, 15 de junho de 2010

As pessoas não mudam e fazem questão que a gente mude, não olham pra si e só sabem enxergar problemas e problemas e problemas, não sabem ver que a vida é maravilhosa para ficar reclamando, e que problemas todo mundo tem, sendo eles pequenos ou não mais TODOS tem! O errado tem mais beneficio que curtir a vida a cada segundo, enquanto eu não quero mais saber de nada, e quero ser feliz, quero boas coisas do meu lado, perco meu tempo escutando coisas, que além de não poder falar nada por sempre acharem a opiniao errada, então não fala porra!
O problema é que não é uma pessoa assim, são VARIAS, tenho pessoas do meu lado que não ligam pra nada, que aproveitam tudo a cada segundo, que não perdem tempo com pessoas que ATRASAM suas vidas, porque sabem que não vão chegar em lugar nenhum assim, tem gente que nã faz nem questão de olhar para si e ver o melhor da vida. Esqueçam o passado, aproveitem o presente, e pensem melhor no seu futuro! Se for para sempre ser criticado, e nunca bem falado, se for para sempre escutar as mesmas coisas de anos que nunca mudam, pensem melhor em si e se vale a pena se atrasar por pouco!

quarta-feira, 9 de junho de 2010


"pra quê evitar se é verdadeiro?
por que tentar lhe dar se é passageiro?
como encontrar um que vá durar, que seja o mais perfeito, eterno e derradeiro?
o meu foi confudido, iludido, dividido, traído, mal entendido e às vezes correspondido, mas se o cupido resolver acertar, a gente fica sem saber se portar, então quem sou eu pra falar?"

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Saudade


Saudade dos teus beijos
Saudade de sentir frio na barriga quando te via
Saudade de quase me entregar nessas noites tão vazias

Saudade de odiar minutos e te amar segundos
Saudade de te abraçar
Saudade de sentir teu cheiro
Saudade de morder teus lábios
Saudade de te querer do meu lado

Saudade de achar que era para sempre
Saudade de falar bobagens
Saudade das tuas frescuras de velho
Saudade das nossas maldades

O que ficou é porque era para acontecer,
se não continuou é porque era para acabar,
se não quizesse me fazer seguir teus passos,
que não me fizesse te amar picotando meus sentimentos em mil pedaços.

Hoje não to afim de nada..
Ao som do gente fina Caetano Veloso, definindo as coisas que estou ao ponto de desabar, de jogar pra fora tudo que eu to sentindo, sentimento de raiva, angustia, dor, amor, depressão, e até a própria felicidade.. questionando a música por cada letra " quando a gente gosta é claro que a gente cuida " deveria ser diferente, deveria ser - quando a gente tem e se a gente gosta, é claro gente cuida - porque ele diz que eu to me sentindo muito sozinho? ou que você me esquece e some? eu que te pergunto ONDE ESTA VOCÊ AGORA? aah Caetano, falando por mim..
Assim como as perguntas são simples de fato as respostas são diversas, as coisas boas que ficam e as coisas que se perdem! Nossos sentimentos são expressados por música, assim como nossa personalidade pode ser expressada pela qualidade, desde uma música brega considerada música que expoe nosso ridiculo, até a música que transparecem nossas qualidades.. significa que sua qualidade também pode se expor ao ridiculo!

sábado, 5 de junho de 2010

Queria ter uma bomba


"Solidão à dois de dia
Faz calor depois faz frio
Você diz que já foi
E eu concordo contigo
Cê sai de perto e eu penso em suícidio
Mas no fundo eu nem ligo.
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba Um flit paralisante qualquer Pra poder me livrar do prático efeito Das tuas frases feitas Das tuas noites perfeitas, perfeitas

Solidão à dois de dia
Faz calor depois faz frio
Você diz já foi
E eu concordo contigo
Cê sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo.
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar bem no ultimo instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê, não crê
Eu queria ter uma bomba Um flet paralisante qualquer Pra poder te negar bem no ultimo instante"
Cazuza

sexta-feira, 4 de junho de 2010

meus bons amigos, onde estão?


Porque a gente ta tão longe? cade os momentos de ir pro parque e falar besteiras até altas horas da noite? de ficar na sacada viajando ao som dos gostos mais idênticos que tinhamos? de te abraçar e escutar que eu não poderia me afastar nunca de ti? de fazer cafuné até tu dormir? de achar que ta tudo errado e te ter por perto pra saber que tudo não passa de paranóia? de comprar bebida e ficar inventando narguile só para passar o tempo? de ler o que tu sentia só pra desabafar sem falar nada? dos conselhos que só a gente entendia? cade os momentos de te chamar de irmão e te ter como um pai na minha vida? de me sentir parte de ti e de toda tua vida? de achar que o pra sempre não acaba e do nada saber que nada mais existia? onde ficou aquelas horas que passavamos no msn ou no telefone? onde ficou os momentos que extravasavamos o ódio? das pipocas atiradas e sacaneadas interna de provocação? será que teu amor ainda é recíproco? será que a distancia não quis que a gente perdesse a união? ou será que aconteceu alguma coisa que tu me escondeu? será que o que eu te falar ainda vai fazer sentido? será que quando tu me fala "É incrível, quase impossível pensar que paramos pra conversar e ver que vivemos nossas vidas, que não precisamos conviver um com o outro constantemente, mas pensamos da mesma forma e em muitas ocasiões agimos da mesma forma, sem deixar de ser quem somos." existe ainda? ou que " tua amizade é incomparável, é ÚNICA!"..
palavras que foram feitas por ti, que me machucam em pensar "Vê se não some nunca, és quase uma irmã-gêmea pra mim. =)" e por algum motivo eu sei que o que temia foi isso..
eu não sei onde foi parar tudo, eu nao sei nem mais se eu existo, mais eu tenho certeza absoluta que tu vai ser o unico que eu realmente chamei de AMIGO, o unico que eu vou sempre lembrar das manias de mexer o nariz pra arrumar o piercing, ou dos sorrisos que eu conhecia, de quando tava com raiva ou triste pegava o violão e logo eu ja sabia, eu poderia ficar o tempo todo do mundo falando tudo que eu quero, mais o tempo é curto demais pra falar de uma única pessoa que é exclusivamente um pedaço de mim, é como se eu quizesse escrever um livro mais sem fim. Te amo pelo que és pelo que eu conheci, pelo que eu vivi, e pelo que eu senti. Amigos a gente guarda no peito e esse eu guardo pro resto da minha vida

esse amor que me consome


tentei de alguma forma tocar pra ti a musica que me fazia feliz, para ela sim tocar em ti como o amor tocou em mim.. esqueci o passado e deixei as mágoas de lado, dei uma chance pra mim e procurei saber se existia o amor errado sem se quer estar apaixonado, amor equivocado, com respeito carinho e que ao final deu tudo errado.
Carrego em mim uma dor triste sem um coração cicatrizado, queria ter ao meu lado..
Essa dor não quero mais, quando acreditei que tudo parecia me completar ficou longe do meu lado, quando percebi não tinha mais teus beijos e nem teus abraços, não tive mais os momentos marcados sem se quer um sentimento guardado!
Sempre soube de tudo, e nunca quis enxergar, me fiz de surda e agora eu virei muda, enquanto a vida vai e vem você procura achar alguem, e ali parada fiquei te esperando a vida inteira.. ou os dois anos que eu pensei em ti intensamente são os dois anos que vou penar para te esquecer futuramente :/